sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Record é denunciada por demissões em massa pelo Brasil

Posted at  12:05:00  |  in  Record


Um levantamento realizado pela Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert) mostra que a Rede Record está promovendo demissões em massa em emissoras de todo o país, reduzindo seu quadro de funcionários. A onda de demissões teria a ver com a crise econômica do país.

A divulgação foi publicada pelo portal Comunique-se nesta quinta-feira (16) e mostra que foram identificadas ao menos 433 demissões de profissionais do grupo de comunicação no primeiro semestre deste ano. Somente no RecNov, centro de produção de novelas e complexo de estúdios da Record no Rio de Janeiro, os cortes atingiram 239 funcionários. Em São Paulo, o número de demissões chegou a 47. No Espírito Santo a baixa foi de 46 profissionais.

Os sindicatos do setor informaram que existe uma precarização das condições de trabalho nos veículos do grupo, que estariam investindo em contratações terceirizadas ou em regime de pessoa jurídica. “Falar em crise é conversa fiada, pois é nesse período que mais faturaram. Um exemplo disso é a Record Goiás, que aumentou seu faturamento em 26% nesse semestre. O problema é que os patrões só querem lucrar”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás e Tocantins (Sindicom), Miguel Novaes.

Já o presidente do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal (Sinrad-DF), Marco Clemente, salienta que as novas tecnologias estão tomando o lugar da produção profissional: “As empresas solicitam que as pessoas, ouvintes e telespectadores encaminhem para as redações mensagens de WhatsApp em vídeo e transmitem esse material. Os radialistas e jornalistas estão sendo preteridos. E isso é reproduzido para a sociedade como material jornalístico”, disse Marco.

O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT). “O caso da Record nos despertou preocupação para brecar modelo que certamente seria aplicado por outros grupos da radiodifusão. Por isso remetemos o caso ao MPT, a fim de enquadrar os que enxugam suas folhas com demissões em massa, mesmo com a garantia de seu faturamento e principalmente com os altos investimentos em verbas publicitárias públicas para o setor”, acrescentou o coordenador do Sindicato dos Radialistas da Bahia, Everaldo Santos Monteiro.

Fonte: TV Foco

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