quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tiago Melo relata como seu pai foi morto pelo crime organizado

Posted at  21:47:00  |  in  TV Cidade Verde


O depoimento do jornalista Tiago Melo durante o programa especial da semana “Cidade Verde 30 Anos”, que foi ao ar nesta quarta-feira (13) durante o Jornal do Piauí, chocou e emocionou muitos telespectadores. Tiago declarou pela primeira vez em canal aberto de televisão o assassinato do pai, o delegado Arias Filho, no dia 14 de setembro de 1989, pelo crime organizado no Piauí, que era comandando pelo então coronel da Polícia Militar, José Viriato Correia Lima.

O delegado Arias Filho investigava o assassinato do policial Leandro Safaneli, que era namorado de uma das filhas do Correia Lima.  Ao término da investigação, Arias Filho concluiu que o ex-coronel seria o mandante do crime e, ao entregar o inquérito final na Secretaria de Segurança, foi executado com três tiros nas costas em uma lanchonete no Centro de Teresina. Tudo foi comprovado por processo judicial.

Confira na íntegra do depoimento do jornalista Tiago Melo:

“Esse crime aconteceu no dia 14 de setembro de 1989. Na época, eu tinha cinco anos de idade. Minha família foi surpreendida com essa informação. Meu pai estava envolvido na investigação do namorado de uma das filhas do Correia Lima, que terminou assassinado em Parnaíba. Na apuração, ele chegou a conclusão que Correia Lima estava diretamente envolvido, seria o mandante desse assassinato. E, chegando aqui em Teresina, antes de entregar pessoalmente o inquérito com essa conclusão ao secretário de Segurança, chegou a dar uma declaração dando indícios de que seria o oficial da Polícia Militar o indiciado pelo crime. Ele saiu da Secretaria de Segurança, que na época ficava em frente a praça Saraiva,  e, na Rua Barrosa, a cerca de 20 metros de distância, tomava um café quando foi surpreendido com três tiros pelas costas efetuados por um policial militar do Piauí. Ele era um aliado de Correia Lima, que agiu com a única intenção de executar e assassinar o meu pai, pois havia descoberto toda aquela trama. Meu pai foi uma das primeiras pessoas que teve coragem de investigar o crime organizado no Piauí, e, vale salientar, que foi desestimulado por muitas pessoas porque o crime organizado era muito articulado e muito forte aqui no Estado. Os amigos falavam: ‘Arias, não vá porque o seu fim pode ser trágico’, mas ele encarou essa missão e, hoje, é dito por muitos como uma referência no combate ao crime organizado. Não conseguiu concluir a sua missão, mas ele plantou uma semente de coragem dentro do Estado. Essa semente se desenvolveu principalmente no coração de muitos policiais que viram como uma questão de justiça colocar esse malfeitor na cadeia”.

Fonte: Portal Cidade Verde
portalp8@gmail.com

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