quinta-feira, 22 de dezembro de 2016



TV Antares e o típico jornalismo de um lado do "Interpretação"

Reprodução: Fundação Antares
Quando falamos em TV Antares sempre lembramos de democratização da comunicação, jornalismo educativo, pluralidade de vozes e, de vez em quando, também de atrasos no salários dos seus funcionários. Mas este último aspecto deixaremos de lado para refletirmos um pouco sobre a relação das primeiras características com o programa Interpretação.

O programa Interpretação é aquele apresentado pelo jornalista Sérgio Fontenele que se propõe a trazer temas de relevância social e que merecem ser debatidos na TV aberta em horário acessível, mas que as emissoras comerciais não dão a devida atenção.

A proposta é boa, mas nas últimas semanas o programa tem sido utilizado para proselitismo político e divulgar os posicionamentos contrários ao governo federal. O Interpretação trouxe personalidades para debater que a "reforma da Previdência é um desastre", "os ataques à Justiça do Trabalho", "críticas a reforma trabalhista" e "o golpe no Brasil é recorrente".

Na maioria dos temas, o "jornalistico" se limita a entrevistar pessoas que são contra as propostas do governo federal e fazendo isso somente refuta a idéia da "democratização da comunicação" e de "pluralidade de vozes" que a TV Antares costuma ser relacionada.

A TV Antares trabalha um bom jornalismo em seus telejornais, mas o programa Interpretação derruba as qualidades que a emissora merece ter. Mas quando a TV se torna conivente com aquilo que o programa de Fontenele exibe, se torna só mais uma que pratica o jornalismo de um lado.

Não é por ser é uma TV do Governo do Piauí que ela vai divulgar o que o governador do Piauí quer ou pensa.

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